sábado, 21 de janeiro de 2012

LIÇÃO 4 – A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO .

INTRODUÇÃO. - Na dispensação da igreja, se observa em todo o novo testamento que as eventuais bênçãos materiais que nos é concedida por Jesus servirão simplesmente de “meios” ou “recursos” para executarmos a nossa missão como igreja do Senhor aqui na terra, demonstrando que Deus tambem se preocupa com o bem estar físico e social do homem, porem de maneira que não venha a substituir o lugar de Deus na vida do indivíduo.


 O SIGNIFICADO DA PALAVRA “PROSPERIDADE” NA LÍNGUA ORIGINAL (GREGO) EM QUE FOI ESCRITO NO NOVO TESTAMENTO. A palavra "prosperidade" surgirá, então, apenas em o Novo Testamento, em At.19:25, quando é utilizada por Demétrio, ourives da prata que fazia adornos ligados ao culto da deusa Diana, que afirma que daquele ofício ele tirava a sua "prosperidade", tradução da palavra grega "euporia" , cujo significado é "bem-estar financeiro", indicando, aqui sim, uma prosperidade exclusivamente material. Em I Co.16:2, embora tenhamos uma outra palavra, "euodóo", o sentido aqui também é o de "ganho", de "recurso financeiro". Vemos, pois, que a idéia de "prosperidade", ao longo do texto sagrado, envolve a idéia de "bem-estar", de "sossego", de "tranqüilidade", de "felicidade", que nem sempre tem uma conotação material ou econômico-financeira, como tem sido, de modo distorcido, propagandeado nestes nossos dias tão difíceis, às vésperas da volta de Cristo.



1. Prosperidade e consumo. Contrastando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres, constatamos haver uma abissal diferença entre ambos. Enquanto os tais doutores incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, o Senhor Jesus e seus apóstolos até desencorajam tal ideia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10). É por isso que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus.

Sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera. Todavia, é importante ressaltar: a prosperidade, de acordo com o ensino apostólico, não significa realização material, mas o aprofundamento da comunhão do ser humano com Deus. Se para o homem moderno prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, para a Bíblia tais coisas não têm valor algum. Aliás, ela até incentiva a perda desses bens (Fp 3.7,8; Lc 18.22; 19.2,8)!”

2. Uma igreja com diferentes classes sociais. Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais. Havia os ricos, a classe média, os diaristas e os escravos. Havia também uma boa parte da população que era amparada pelo governo. Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé (At 6.7). Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10.18). A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).”

Tesouros no céu. Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais. Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais. Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal  do favor divino. Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência. Foi por isso que os discípulos estranharam quando Jesus afirmou: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24, 25). Diante disso, indagaram: “Logo, quem pode ser salvo?”
Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação! Jesus prontamente corrigiu essa ideia (Lc 12.15). Paulo deixa bem claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31). Eis por que não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de Deus (Fp 3.7,8). Não se esqueça, Cristo deve ser buscado e almejado, porque nEle estão todos os verdadeiros tesouros e riquezas (Cl 2.3).”



Conclusão:

A prosperidade material, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, implica em responsabilidade. Tiago admoesta aos ricos para que lamentem pelo julgamento que sobrevirá sobre eles por utilizarem irresponsavelmente suas riquezas, para oprimir ao pobre e necessitado (Tg. 5.4-6). Para o mundo, ter dinheiro é sinal de status, e muitos vivem ostentando riqueza enquanto muitos padecem necessidade. A igreja do Senhor precisa agir de modo diferenciado, não pode se esquecer dos pobres (Gl. 2.10), e deve estar ciente que a verdadeira prosperidade é espiritual, por isso, a igreja de Esmirna, que era pobre aos olhos do mundo, foi considerada rica por Jesus (Ap. 2.9). A piedade, e não a riqueza material, é a maior fonte de prosperidade – porismos em grego, que também tem o sentido de lucro – para a igreja do Senhor (I Tm. 6.5).

5 comentários:

Blog do Jeancarlo disse...

Excelente postagem!

Elias Domingos disse...

Grande Jean Deus te abençoe,

Elias Domingos disse...

Grande Jean Deus te abençoe,

Anônimo disse...

Vivemos dias em que muitas igrejas perderam suas indentidades e o verdadeiro significado do evangelho.

Fico feliz pelas revelações autênticas de Deus!

Filho da Luz

Anderson Rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.