terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lição 5 primeiro trimestre de 2012, Escola Dominical

As Bênçãos de Israel
E O Que Cabe à Igreja.

                            TEXTO ÁUREO

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor (Ef 1.3,4). 


                           

VERDADE PRÁTICA


Se observarmos a Palavra de Deus, experimentaremos a verdadeira prosperidade: a comunhão plena, em Cristo, com o Pai Celestial.


Leitura Bíblica em Classe. Gálatas 3.2-9.

2 Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé?3 Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?4 Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão.5 Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé?6 Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.7 Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão.8 Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações.9 De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão.

Introdução

As bênçãos  que Deus tem para nós, à Igreja  Neotestamentária e para Israel a Nação escolhida para ser uma bênção, são diferenciadas e obedece princípios que não podem ser confundidos como assim o fazem os cafetões da teologia da prosperidade, mesmo sabendo que as bençãos de Deus  possuem três aspectos, 1º pessoal, 2ºnacional, 3º universal, não podemos  inverter os papéis, de Israel para Igreja, nem tão pouco de Igreja para Israel.   Nesta lição o nossos propósito é identificar o caráter pessoal das bençãos de Deus sobre Abraão, compreender o aspecto nacional da bênção de Deus sobre Israel, e termos a consciência de que as bênção de Deus através da Igreja têm um alcance universal.

O que é Bênção?

Bênção, de uma maneira geral, é uma expressão proferida oralmente constituindo de um desejo benigno para uma pessoa, grupo ou mesmo uma instituição, que pressupõe um efeito no mundo espiritual, de modo a afetar o mundo físico.
Bênção:
  • 1) antônimo de maldição (Dt 11:26).
  • 2) promessa de bons presságios para o povo de Deus (Gn 12:2, Lv 25:21).
  • 3) a poderosa mão de Deus.
  • 4) algo dado por Deus a nós (Dt 16:17).
A bênção foi mencionada, na Bíblia, pela primeira vez em Gênesis 12:2, "Farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; sê tu uma bênção." (VRA). A bênção dada aqui a Abraão, foi que este seria uma grande nação, que o nome deste seria engrandecido e que Abraão deveria abençoar assim como a ele foi abençoado.
Outro exemplo claro se encontra em Lv 25:21 - "Então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá fruto bastante para os três anos."
Há casos em que a bênção é mencionada como sendo algo dado por Deus àqueles que são seus, Dt 16:17 - "Cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado."
Poderá ser alcançada mediante um vida de obediência aos mandamentos de Deus (Dt 28).


 I. ABRAÃO E O ASPECTO PESSOAL DA BÊNÇÃO 
 1. O alcance individual das bênçãos.

Deus chamou a Abraão para ser uma bênção, aqui
Deus trata com uma pessoa, isto é Abraão e não
com uma nação pois na verdade a nação sairia de
Abraão, na verdade no velho testamento ou
melhor na velha aliança, as bênçãos contemplava
o presente, mas também apontavam para o
porvir, mesmo sendo circunstancias sinalizavam
o que é permanente as bençãos temporais eram
aquelas concernente à realidade pessoal do pai da 
Fé, porém as eternas referiam-se às promessas
que na plenitude dos tempos se tornaria
 realidade (Gl 4.4).

Mesmo saindo de sua terra, ou melhor de (Ur Dos 
Caldeus ) não motivado pelo ter ou ganhar, mas 
em obedecer a vontade de Deus, o que poucas
pessoas hoje consideram,  Deus o abençoou com
bens materais Gn24.35. Pois na verdade Abraão
sabia lidar com o transitório, haja vista sua mente
estava voltada para o que é Eterno.             


Ur Dos Caldeus. Ur foi uma cidade da Mesopotâmia localizada a cerca de 160 km da grande Babilônia, junto ao rio Eufrates, habitada na Antiguidade pelos caldeus e que, de acordo com o livro bíblico de Génesis, foi a terra natal de Abraão, patriarca dos hebreus, considerada também a maior cidade de sua época.
O maior representante de lideranças em Ur tinha o nome de Ur-Nammu, que ficou conhecido por ter criado o primeiro código de leis de que se tem notícias; seu código vigorou por 300 anos, quando então foi substituído por aquele que é considerado como o pai de todos os códigos: o código de Hamurabi.
Em sua peregrinação, Abraão sai de Ur e vai para Harã e de lá para Canaã; nessa época muitos clãs migravam para a região conhecida como Crescente Fértil[1]. Provavelmente o lugar deve ser identificado com Uru de Babilônia, ou Ur dos Caldeus, que é hoje Mugheir, sobre a margem ocidental do rio Esfrates, distante do Golfo Pérsico cerca de 200 metros. Isso se dá no século XI a.C., época em que Ur tomou o sul da Babilônia. o ocaso do império da cidade-estado de Ur se deu por volta dos séculos XX-XIX a.C.


2. O alcance social das bênçãos.

De nada adianta possuir bênçãos materiais, se aqueles que estão ao nosso redor, não forem alcançados em decorrência de nossa confissão e testemunho (Gn 12.3). Não são poucas as portas abertas à pregação de um evangelho que supre as necessidades de muitos que apelam a Deus em busca de bens materiais. Contudo, Paulo exorta que o crente deve estar contentado ao ter as necessidades básicas supridas (1Tm 6.8; Fp 4.10-13).

Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais. Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais. Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino. Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência. 
Abraão o pai da Fé desfrutava de um grande conceito entre os que o cercava, na verdade através dele todos eram abençoados, (Hb 11.8.9) nós não podemos esquecer que Jesus o nosso salvador prometido, veio ao mundo através da descendência de Abraão, isto quer dizer que por intermédio dele, todos fomos abençoados, (Gl3.8,9).



Sociedade

Em sociologia, uma sociedade (do latimsocietas, que significa "associação amistosa com outros") é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo umacomunidade. A sociedade é objeto de estudo comum entre as ciências sociais, especialmente a sociologia, a história, a antropologia e a geografia. É um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.
A sociedade pode ser vista como um grupo de pessoas com semelhanças étnicas, culturais, políticas e/ou religiosas ou mesmo pessoas com um objetivo comum. Uma delimitação física (como um território, um país ou um continente) não pode definir uma sociedade, já que entre eles podem ter diferenças que podem se afastar do conceito da sociedade.
Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinônimo para o coletivo de cidadãos de um paísgovernados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico.
Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais comuns, em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por exemplo, Judaico-Cristã, Oriental, Ocidental etc.). Quando usado nesse contexto, o termo age como meio de comparar duas ou mais "sociedades" cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas, competidoras e conflitantes.
Também, alguns grupos aplicam o título "sociedade" a eles mesmos, como a "Sociedade Americana de Matemática". Nos Estados Unidos, isto é mais comum no comércio, em que uma parceria entre investidores para iniciar um negócioé usualmente chamada de uma "sociedade". No Reino Unido, parcerias não são chamadas de sociedade, mas cooperativas.

  II. ISRAEL E O ASPECTO NACIONAL DA BÊNÇÃO
   1. O alcance geográfico das bênçãos. 
Havia bençãos dadas a Israel que eram de caráter puramente nacional, no que dizia respeito somente a nação do povo de Deus, mas também havia aquelas de caráter universal e espiritual que apontavam para um futura distante. O aspecto geográfico da benção é muito importante as bênçãos de Deus para Israel incluíam: posteridade (Gn 1.18; 9.1; 12.2; 22.17; 26.4; 28.3; Dt 7.13; Js 17.14; Sl 107.38), a posse da terra, bem como outros tipos de prosperidade material (Gn 24.35; 26.3; 39.5; Dt 2.7; 12.7; 15.4). As bênçãos de Deus foram prometidas a Abrãao, neles seriam benditas todas as nações da terra (Gn 12.1-3). Tais bênçãos trazem justiça (Sl 24.5), vida (Sl 133.3) e salvação (Sl 3.8). As bênçãos de Deus para Israel faziam parte do Pacto que o Senhor tinha com essa nação, tendo em vista que Ele prometeu fazer de Abraão uma grande nação (Gn 12.2) e dar a terra de Canaã por herança à sua posteridade (Gn 17.8). Não podemos esquecer que Canaã foi prometida a Abraão e à sua posteridade, esta benção diz somente respeito ao povo de Israel.
2. O alcance político das bênçãos. 
  Na lista de bênçãos a Israel, encontramos as de natureza política que se referiam ao seu relacionamento com nações vizinhas. Israel estava localizado em um meio hostil. Por isso mesmo, dependia da guarda divina (Dt 28.7).
Por intervenção divina a nação veio a ser respeitada como propiedade particular do Senhor (Dt 28.10), Deus prometeu a Israel a manutenção de seu sustento, as condições para que pudesse, do fruto da terra, obter a sua sobrevivência, para que, tendo com que comer, beber e vestir, pudesse exercer o seu papel de “reino sacerdotal e povo santo´, é facil compreender que nem todas as bençãos prometidas a Israel podem ser aplicadas a nós pois eram destinadas exclusivamente ao povo Hebreu.

  3. O alcance global das bênçãos.  

Quando Deus diz a Abraão, por exemplo, que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3), referia-se à salvação que viria a ser oferecida, gratuitamente, a todos os povos através da pessoa bendita de Jesus Cristo (Gl 3.8). Com respeito à promessa, afirmou o Senhor Jesus: “Abraão viu o seu dia e se alegrou” (Jo 8.56). Por conseguinte, a bênção da salvação não era apenas para a posteridade de Abraão, mas também para todos os povos. O mesmo se pode dizer acerca do derramamento do Espírito Santo. A promessa, embora feita a Israel, acha-se disponível a todos os que recebem a Jesus como salvador (Jl 2.28-31; cf. At 2.39).”

III – A IGREJA E O ASPECTO UNIVERSAL DA BÊNÇÃO


1.Transitório versus eterno. 

Já vimos que as bênçãos na Antiga Aliança eram de natureza material, social e também espiritual. Em todos os casos, elas faziam sobressair o seu aspecto temporal em contraste com a Nova Aliança (Hb 8.13; 10.34). Nesta, as bênçãos são eternas. O que foi prometido na Antiga Aliança tem o seu pleno cumprimento na Nova. O transitório pertencia ao Antigo Pacto; o permanente ao Novo (2Co 3.1-11). Isto significa que as bênçãos, em sua plenitude, estavam reservadas para a Nova Aliança.

 A antiga aliança era mera sombra de coisas superiores por vir. Como tal, não possuía em si mesma a substância da vontade de Deus, que é eterna e celestial. Por conseguinte, a sua natureza era limitada em vários aspectos. Não só se restringia a um povo em particular, a nação de Israel, como era regulada pela condição de duas partes, Deus e o povo. Além disso, tal aliança, limitada a um tempo, era terrena, não possuindo o poder de aperfeiçoar os que nela confiavam. E, por todos esses motivos,  a aliança do Sinai era imperfeita, o que era transitório pertencia ao Antigo Pacto; porém o que é permanente ao novo. (2 Co 3.1,11).

 2.Material versus espiritual. 


Afinal, o que pertencia a Israel e que pode ser também desfrutado pela Igreja? Paulo escreveu aos Efésios que Cristo nos “abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais” (1.3). É evidente, porém, que aquilo que é eterno pode englobar o transitório, assim como o que é coletivo pode contemplar algo particular ou individual. As promessas espirituais atendem também as nossas necessidades físicas e materiais, embora o seu real propósito esteja muito além dessa dimensão. O que deve ser destacado é que o material jamais deve sobrepor-se ao espiritual.
Inverter a ordem das coisas é incorrer em sério risco! As bênçãos da Antiga Aliança, por exemplo, incluíam bois, jumentos, ovelhas, prata e ouro (Gn 24.35; Jó 1.1-3). Por outro lado, as da Nova Aliança fazem referência à justificação (Gl 2.16,21), ao dom do Espírito Santo (Gl 3.2), à herança espiritual de filho de Deus (Rm 8.14), à vida eterna (Gl 3.21; Rm 8.2) e à verdadeira liberdade que só encontramos em Cristo (Gl 4.8-10; 5.1). Em outras palavras, as bênçãos da Nova Aliança se sobrepõem as da Antiga e são superiores e exclusivas para os crentes do Novo Pacto, tanto judeus quanto gentios (Hb 8.6). Basta aceitar a Cristo para ter acesso a elas. Por conseguinte, a bênção da salvação não era apenas para a posteridade de Abraão, mas também para todos os povos. Acredito que as bênçãos destinadas a Israel eram exclusivas, mas também acredito que somos alvos da bondade eterna de Deus e como Israel, somos também abençoados.

3.Pobreza e riqueza.

.O crente não precisa idealizar a pobreza como evidência de uma vida espiritual plena. O Novo Testamento, aliás, não condena a posse de bens materiais e o gozo de plena saúde. A Escritura mostra exemplos de pessoas piedosas que possuíam bens terrenos (Jo 3.1; 19.39) e desfrutavam perfeita saúde (3Jo 2). O que não se deve esquecer é que na Igreja há irmãos carentes e enfermos (1 Tm 5.23; 2 Tm 4.20). E isso não significa que os crentes pobres e doentes não estejam em comunhão com Deus, pois como advertiu-nos Jesus, no mundo teremos aflições. Deus nos concede todas as bênçãos espirituais de que necessitamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e no mais a Graça é o bastante (2 Co 12.9).

Conclusão:

Escrevendo aos filipenses, o apóstolo Paulo afirmou: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Embora o cristão não tenha como evitar o lado “temporal” da vida, seu olhar deve fixar-se em sua redenção eterna. Jesus sabia da sedução que os bens terrenos podem exercer sobre nós e por isso advertiu: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21). Por esse motivo, coloquemos o Senhor Jesus sempre em primeiro lugar.


6 comentários:

Anônimo disse...

MUITO BOM GOSTEI MUITO. "EDUARDO"

Elias Domingos disse...

Obrigado Eduardo por sua visita a este Blog, fique na paz.

Anônimo disse...

Gostei deste artigo, vou usa-lo no próximo Domingo ok.

Anderson Freitas

Elias Domingos disse...

Fique a vontade, que Deus te abençoe.

Anônimo disse...

Obrigado pela ajuda pr, fique na paz.
'Helio Santos'

Anônimo disse...

Obrigado pela ajuda pr, fique na paz.
'Helio Santos'